A verdadeira expansão da FBAUL

Amanhã de manhã na FBAUL serão apresentados à comunidade escolar os novos espaços obtidos depois de um protocolo obscuro que meteu ao barulho a faculdade, a PSP e o MNAC. Parece que tudo vai começar com o derrube da parede que separa os espaços actuais dos recém adquiridos. Parece-me bem assinalar o momento, mas não se pode correr o risco de entrar em euforias. Os problemas desta escola não se vão resolver todos com mais espaço. Ao mesmo tempo, quem anda atento, sentir-se-á certamente optimista com o ambiente vivido na escola. Não por iniciativa institucional, mas pela parte dos alunos. Cada vez se fala mais a sério sobre os problemas de comunicação entre alunos e entre estes e os professores. Cada vez existem mais iniciativas, com maior ou menor expressão, mas que todas contribuem para uma nova forma de participar nos assuntos das Belas-Artes e não só. Há ainda uma nova AE, que até agora tem desenvolvido um papel fundamental em todas estas questões. Ao contrário do que acontecia antes, há agora trabalho a ser feito, e bem, a pensar na totalidade dos alunos e não apenas em grupos restritos, vestidos a rigor. De tudo o que aconteceu no dia em que a escola encerrou como protesto, cumpriu-se a mais importante das promessas: os alunos acordaram. Que amanhã se faça a cerimónia, tudo bem, mas a verdadeira razão para estar confiante no futuro desta faculdade tem acontecido todos os dias, de forma discreta e sem hora marcada.