Como falar de Lou Reed?

Fazer uma retrospectiva da carreira há quem o faça melhor. Da influência e legado como artista já se sabe tudo. Agora que partiu, e nos deixa genuinamente tristes, relembra-nos o quão grande foi. Na era Velvet Underground, e mais tarde a solo, foi o ídolo de uma geração. Décadas depois consegue sê-lo ainda, cada vez mais. Poucas figuras me marcaram tanto como ele. Na sua música encontrei um relato único do submundo norte-americano, da contra-cultura que nem pela própria contra-cultura foi aceite. Lou Reed sobreviveu durante 71 anos a uma vida de excessos e contou-nos como foi. Sem eufemismos. Um poeta urbano, falou do belo e do feio nos mesmos termos.

Durante o meu secundário, eram diárias as discussões com amigos sobre os seus discos, entrevistas, histórias, vídeos incríveis que descobríamos e partilhávamos, fascinados com um fenómeno que tinha marcado a cultura Rock n’ Roll tantos anos antes de nós nascermos. Fazíamos da sala de aula a nossa Factory. Ainda hoje gosto de falar sobre Lou Reed. A última vez foi sobre o Metal Machine Music, com o João, recordando as tais conversas de há um par de anos atrás. Foi ao João que enviei logo uma mensagem a dar a notícia. Ainda não me respondeu. Sei que, quando o vir, recordaremos outra vez o nosso amigo Lou. Nosso amigo, amigo de todos aqueles (e não são poucos) que se deixaram conquistar pela sua obra intemporal.

Obrigado, Lou!

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