Ensinar refugiados africanos a programar em Java

O que legitima a conversa da treta? Um título antes do nome? Um tumblr.com? Um sinal a dizer TEDx em letras vermelhas enormes? Para Sam Hyde sim, o seu 2070 Paradigm Shift é um compêndio essencial dos lugares comuns que podem ser ouvidos nos eventos deste tipo. Seria inútil estar aqui a enumerar as formas que Sam Hyde, infiltrado no TEDx na Universidade de Drexel passando por um importante jornalista, encontrou para gozar (pelo menos até certo ponto da apresentação) com a cara das pessoas na assistência. Os 19 minutos do vídeo são curtos para o génio humorístico deste “emplastro”. Resta-me fazer um paralelo entre o “pat yourselves on the back” de Sam Hyde com este artigo cuja leitura foi recomendada à minha turma pelo professor de História e Crítica de Design, Frederico Duarte. Se no caso dos TED não nos encontramos perante uma entidade assumidamente comercial, encontramos neles todo um negócio do “feel good about yourself” – o limpar a poeira dos ombros porque calçámos uma criança em África ou porque a ensinámos a programar em Java.

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