Uma impressão sobre o 2 de Março

A cada manifestação que passa as análises tornam-se mais inúteis, as aparências tornam-se mais verdadeiras. Não há muito a teorizar, as pessoas estão desesperadas. Discutir números depois do que se passou ontem tem o mesmo efeito que a carga policial depois da última Greve Geral, é uma tentativa de desviar a atenção do que é o grito da população portuguesa. Ali, na Praça do Comércio, sentiu-se o verdadeiro estado da nação: uma realidade incompatível com o discurso político enrolado e moribundo que nos chega a casa através da comunicação social. Falar de política neste momento parece até absurdo, o problema é social. A manifestação foi grande, enorme. A próxima será maior. A próxima, se houver, será a última. Este governo aguenta-se num limbo instável e vai-se equilibrando à nossa custa. Há-de cair, na rua ou fora dela. O que vem a seguir pode não ser melhor, mas que venha e caia também. Assim é que não.

Para ideias mais claras de gente mais esclarecida para falar do assunto do que eu é ver a edição de ontem do Eixo do Mal.

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