Optimus Primavera Sound 2012 – Uma análise rápida (e atrasada)

Na sua primeira edição, o Primavera Sound foi um sucesso enorme, trazendo até nós um modelo de festival que sempre desejámos. Não há Blitz que o consiga negar…

Localização perfeita, organização mais que competente, e um cartaz fortíssimo, capaz de resistir aos cancelamentos enormes que aconteceram. O público também teve o seu papel, sempre respeitador e presente pela música, nada mais. Tirando o ocasional espanhol falador, mas vistas bem as coisas, o festival é espanhol…

Durante 4 dias assistimos a um desfilar de grandes nomes pelo Parque da Cidade, aqui ficam alguns dos concertos mais marcantes do OPS.

Bigott

Foi talvez o melhor de início de tarde possível para o festival, boa disposição e um senhor barbudo em palco muito animado e com uns passos de dança de fazer inveja. A sério. Eu também tentei e correu mal.

Atlas Sound

Aproveito aquele vídeo, onde partilho o protagonismo com Bradford Cox, para falar do seu concerto como Atlas Sound. Foi mau. A boa disposição não lhe chegou para convencer o público, talvez porque fazer “noise jams” numa tarde solarenga de Primavera não seja uma ideia genial. Deixa estar, Brad, gostamos de ti à mesma.

Yann Tiersen

Bem disposto estava também Yann Tiersen, mas este fez o favor de nos por a nós bem dispostos. Não sou o melhor conhecedor da sua discografia (sou daqueles que só fala da Amélie e do Lenin), mas depois deste concerto vou estar mais atento ao que ele anda a fazer.

The Rapture

O dia, ou a noite, terminou com festão. O selo DFA sempre fez dançar multidões, e desta vez não falhou. Tal como a música do reclame.

Yo La Tengo

Depois de ter passado a tarde na relva, para infelicidade do Hélio (os Linda Martini continuam a ser fixes) e do senhor dos We Trust, foi hora de me por a pé para assistir à tão esperada passagem do trio norte americano por aquela paisagem verdejante. E valeu bem a pena. Podia falar sobre tanta coisa, mas grande parte do bilhete já estaria pago com a “Pass The Hatchet” e o final mais doce de sempre, com “My Little Corner of The World” entoado em assobio pela entourage da banda. O Wayne Coyne que o diga.

Flaming Lips

Deixem-se lá de coisas. Concerto dos Flaming Lips  sem confettis não é a mesma coisa. Foi a experiência mais louca, são únicos ao vivo e a música, essa sempre esteve à altura. Dificilmente se descreve o que é ouvir hinos como “What Is The Light” ou “Do You Realize?” com aquele cenário todo a rebentar na tua cara. Volta sempre, Wayne! (Não me lembrei de tirar fotos durante o concerto.)

Wilco

Impecáveis ao vivo, saí de lá a gostar do “The Whole Love”. Primeiro grande Jeff do festival.

Beach House

Brilhante ideia da organização de enfiar uma das bandas com mais hype do cartaz numa tenda de queima (comparação feita pelo Alfredo Teixeira). Nem deu para ver se o concerto foi bom ou mau. É favor voltarem a um palco em condições.

Thee Oh Sees

Esta grande Sexta-feira terminou (sem contar com a Numbers) com Belzebu em palco. Meio concerto, meio tourada, estes senhores sabem dar espectáculo. Voaram mais cervejas ou corpos?

Lee Ranaldo

2 horas à chuva e jogo da Selecção. Este foi o primeiro concerto que vi num dia que tinha tudo para correr mal, mas o Palco ATP tem o dom de pôr toda a gente feliz. Lee Ranaldo protagonizou um concerto muito simpático, onde brilharam as canções de “Between the Times and the Tides”, com o tratamento habitual que o ex-Sonic Youth dá ao seu machado.

Dirty Three

Já falei do palco ATP, mas tenho de o fazer de novo. É mágico. Nestes dias pós-festival já nasceu um pequeno culto à sua volta, e certamente muita gente vai optar por parar por lá em 2013, sempre que houver dúvidas nas escolhas. Sinceramente, eu nem sabia bem o que esperar dos Dirty Three, e por isso mesmo me sentei na relva um pouco apreensivo. O que se seguiu foi uma hora de algo indescritível, em que banda e público estavam em sintonia como não aconteceu em qualquer outro concerto do festival. Passou a correr, esta hora em que o trio australiano depositou tanta energia e emoção na sua música como é humanamente possível. Genuíno e lindo, o espectáculo que passou pelo palco “Colorado” leva a taça do festival, sem a menor dúvida.

The xx

Só vi o início, mas foi talvez a coisa mais aborrecida que vi durante todo o festival. Alguém lhes diga que já estamos em 2012. E que as música novas não valem nada. Fui para Talabot.

John Talabot

E fui muito bem. Acompanhado do conterrâneo Pional, o catalão teve a coragem de apresentar o seu disco em formato “live”, dando ao público a oportunidade de ver nascer os temas de forma orgânica e progressiva. Um grande espectáculo que pareceu demasiado curto, o pessoal queria mais.

Jeff Mangum

A primeira vez que o vimos foi durante o concerto dos Olivia Tremor Control, no qual emprestou a sua voz à banda. E logo aí a sensação foi a de ver à nossa frente uma lenda viva. O concerto, esse foi brilhante. Tanta emoção despejada na sala Suggia por um homem acompanhado de apenas uma guitarra… No fim, foi tentar racionalizar o facto de se ter ouvido ao vivo temas como “Oh Comely”, que fechou o concerto em alta.

Em 2013 há mais ♥

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