Fim-de-semana no museu

Fui com uns amigos ao Serralves em Festa ver como é que aquilo se aguentava em ano de crise. Saí de lá todo partido, mas vivo para contar a história de um dos fins-de-semana mais marcantes da agenda cultural do país. Segue-se a análise das coisas e momentos mais marcantes.

A chuva
Se algo pode correr mal na Festa é o tempo, e no Sábado correu mesmo. Montes de eventos cancelados e menos público. Pelo menos deu para que aquilo não estivesse a abarrotar, e no Domingo o Sol voltou em força.

Segurança
Eficácia e simpatia. É de louvar quando os gajos que são capazes de lidar com uma cena de porrada de 30 pessoas te acordam com jeitinho, riem-se contigo dos teus amigos que se recusam a fazê-lo e depois ainda te dizem os melhores sítios para crashar.

Exposições
Já tinha visto a “Locus Solus”, dedicada ao Raymond Russel, por duas vezes e fiquei decepcionado por ainda lá estar. Mesmo assim, é uma exposição variada, com algumas peças interessantes, mas por vezes perde-se com demasiados objectos biográficos e documentais que chegam a ser cansativos. As outras exposições mais pequenas (Ricardo Valentim, Mathieu Kleyebe) não me impressionaram nada e foi muito infeliz o facto de haver projectores desligados quando estes eram essenciais para respectiva peça. Salva-se a excelente instalação do artista português Artur Barrio, que consegui transformar completamente o espaço em que se inseria. À excepção desta última, as escolhas das exposições para o contexto da festa podiam ter sido melhores.

Manhã de Domingo sem nada para fazer 
Então e as 40 horas? É que eu tive sérias dificuldades em dormir e não havia nada a acontecer até às 10 da manhã…Deu para passear.

Público
Quando se diz que o  Serralves em Festa recebe todos os tipos de gente é mesmo verdade. Rastas, hipsters, mitras, punks, gajos simplesmente estranhos, novos, velhos… Dá gosto ver a variedade. E acima de tudo é gente respeitadora!

Concertos 
Filho da Mãe – A casa foi o sítio ideal para recebê-lo e a actuação não deixou ninguém indiferente, um genial set acústico a terminar num êxtase de pedais de efeitos.
Batida – Isto é só a coisa mais dançável de sempre…Impressionante!
The Crystal Ark – Muito DFA, como seria de esperar. Os sintetizadores fizeram a festa como devia ser.
DJ’s – Foram fixes e continuaram a festa, até ao último gajo que enfiava um prego de 30 em 30 segundos.
Setereoboy – Do que ouvi era uma cena muito descontraída com uma voz bem porreira, mas de directa aquelas cócegas nos ouvidos só me fizeram dormir.
Capicua – Surpreendeu-me. Senti-me demasiado culpado por não a conhecer, soube agarrar o pessoal do início ao fim e musicalmente falando não foi nada mau.
Throes + The Shine – Reis da festa por excelência, acabaram por ser os únicos a contrariar o clima “praça da alegria” que as cadeiras davam aos concertos no ténis e levaram a taça. Houve de tudo: concurso de dança de bebés, distribuição de redbull, citações a Jesus (ou Deus, não se sabe bem) e invasão de palco. As músicas levaram o público a dançar do início ao fim, e até houve direito à repetição da “Batida”.

Com o cansaço tive de desistir de Matt Elliott, fica para a próxima…

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